quinta-feira, abril 30, 2026
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Rozenha diz que BR-319 virou questão de sobrevivência para o Amazonas

O discurso do deputado estadual Rozenha (PSD), nesta quarta-feira (29/04), na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), foi direto: a BR-319 deixou de ser promessa e passou a ser imposição. “A BR-319 terá que sair. Não dá mais pra viver sem ela”, afirmou.

A BR-319, que liga Manaus a Porto Velho, há décadas simboliza o isolamento logístico do Amazonas. Um problema que se agrava em períodos de estiagem, quando rios secam e o transporte fluvial entra em colapso, cenário já registrado nos últimos anos com impactos diretos no abastecimento e na economia regional.

Rozenha sustenta que esse ciclo está perto de uma virada. “O que foi feito nos últimos 2 anos representa um avanço de 30 anos. Agora não tem mais espaço para enrolação”, disse.

No discurso, o deputado citou decisões recentes que, segundo ele, destravaram o caminho jurídico da obra. Também mencionou a reconstrução da ponte sobre o rio Autaz Mirim, que desabou em 2022, e o andamento da ponte sobre o rio Igapó-Açu como sinais de que a estrutura começa, de fato, a sair do papel.

Mas foi ao falar de resistência à obra que o tom subiu. “Tem gente que não quer o desenvolvimento da Amazônia. A gente precisa parar de dar ouvido pra isso”, disparou.

O discurso também trouxe um anúncio prático: a assinatura de Ordem de Serviço para reconstrução de três pontes no ramal Democracia, em Manicoré, conexão estratégica com a BR-319. A medida busca reduzir o isolamento de comunidades que ainda enfrentam dificuldades básicas de mobilidade.

Ao citar a precariedade histórica de rodovias como a BR-230, conhecida como Transamazônica, o deputado reforçou a ideia de que a região Norte ainda opera em desvantagem estrutural no país. “A Transamazônica nunca viu uma gota de asfalto. Uma BR que liga o município amazonense de Lábrea até o estado da Paraíba”, afirmou.

Rozenha encerrou no mesmo tom de urgência que marcou todo o discurso. “Se não fizerem, vai ter luta. Porque o povo do Amazonas cansou de esperar”, disse.