segunda-feira, abril 20, 2026
Início Cidades Cinco magistrados votaram pela cassação de José Melo mas pedido de vista...

Cinco magistrados votaram pela cassação de José Melo mas pedido de vista adia decisão

O jurista Márcio Rys Meirelles evitou que o julgamento do processo que pede a cassação do governador José Melo, acusado de compra de votos, fosse concluído na sessão do Pleno do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), desta quarta-feira, 16.

O placar era de 5 a 0 a favor da cassação quando foi solicitado pedido de vista. Márcio Rys Meirelles é o mesmo que tanto José Melo quanto Omar Aziz queriam o afastamento do mesmo por entenderem que o jurista era suspeito para atuar nos processos que pediam a cassação do governador.

Votaram a favor da cassação o desembargador João Mauro Bessa, o juiz Dídimo Santana, a juíza federal Jaiza Fraxe, o juiz Henrique Veiga e o jurista Francisco Marques.

Parecer do MP pela cassação

A Procuradoria Regional Eleitoral no Amazonas emitiu parecer a favor da cassação do mandato do governador do Amazonas, José Melo (Pros), e do vice-governador, Henrique Oliveira (SDD), por compra de votos.

A representação foi movida pela coligação “Renovação e experiência”, que denunciou o esquema de compra de votos a favor do governador José Melo, apontando Nair Blair como responsável por uma empresa-fantasma que recebeu verba pública ilicitamente posteriormente destinada à captação ilícita de sufrágio.

Às vésperas do segundo turno das eleições gerais de 2014, policiais federais apreenderam a quantia de R$ 11,7 mil e documentos que incluíam notas ficas, listas de eleitores e recibos com assinaturas de Blair e do irmão do governador, Evandro Melo. As provas e os valores foram apreendidos em poder de Nair e de Karine Vieira, durante uma reunião no interior do comitê de campanha do governador. O encontro contava com a presença de vários pastores de pequenas igrejas evangélicas locais e liderado pelo pastor Moisés Barros, que afirmava que, se Melo fosse eleito, ele teria um cargo de confiança e beneficiaria as igrejas.

As listas apreendidas eram detalhadas, contendo nome dos eleitores, serviços, atendimento e o valor pago. O programa televisivo Fantástico, da Rede Globo, apurou a compra de votos em uma matéria veiculada em março de 2015. Durante a matéria, o repórter entra em contato com uma estudante de graduação que confirma o dinheiro ‘doado’ para o aluguel do local da festa de formatura de uma turma de Odontologia. A estudante não só confirmou o recebimento da quantia, mas também afirmou que todos votaram em José Melo.

 Empresa-fantasma

Nair Blair era a responsável pela empresa Agência Nacional de Segurança e Defesa (ANS&D), contratada pelo Estado do Amazonas para supostamente prestar serviços na Copa do Mundo de 2014. O valor da contratação foi de R$ 1 milhão. A reportagem do Fantástico esteve no local indicado como sede da empresa, em Brasília, e outra empresa funciona no imóvel, há cinco anos, sem o menor indício de que a ANS&D fosse sediada ali antes.

 

CONFIRA PARECER COMPLETO MPF

 

parecer ministério público