segunda-feira, outubro 19, 2026
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Renato Junior diz que mudanças no secretariado da nova gestão serão feitas com cautela

A Prefeitura de Manaus deve passar por uma ampla reforma administrativa com a nova gestão de Renato Junior, que assumiu o cargo de prefeito, nesta terça-feira (31), após a renúncia de David Almeida, que deixou a função para disputar o Governo do Amazonas nas eleições deste ano.

A mudança no comando do Executivo municipal abre espaço para uma reestruturação no secretariado, especialmente diante do cenário eleitoral que provoca a saída de diversos gestores. Novos nomes devem ser anunciados em breve.

De acordo com Renato Junior, a reforma é necessária, principalmente porque muitos secretários e subsecretários decidiram se candidatar ou participar diretamente do processo político. Com isso, os cargos vagos serão ocupados por novos nomes que, segundo o prefeito, terão a mesma qualidade e capacidade dos antecessores.

Ele afirmou que as nomeações ocorrerão de forma gradual, sem anúncios precipitados, e que pretende apresentar os novos titulares diretamente nas secretarias, priorizando a continuidade dos serviços e evitando interpretações políticas sobre eventuais trocas na equipe.

“Vou fazer as nomeações aos poucos. Vou até as secretarias para apresentar os novos secretários e secretárias com tranquilidade. Antes de qualquer notícia sobre mudanças, quero evitar interpretações de que houve substituições por decisão pessoal. O prefeito David, como já disse, me deixou à vontade para fazer as integrações conforme as necessidades que identifiquei, com total autonomia”, declarou.

O ex-prefeito David Almeida destacou que não impôs nenhum nome para a nova gestão e garantiu total autonomia a Renato Junior na escolha de sua equipe. A independência foi reforçada após a publicação de uma série de exonerações no Diário Oficial do Município, na segunda-feira (30), incluindo nomes de peso como Vivi Lira, do Fundo Manaus Solidária; Júnior Mar, da Educação; Jesus Alves, da Habitação; e Tony Medeiros, do Concultura. As saídas ocorreram a pedido, dentro do prazo legal de desincompatibilização, permitindo que os agora ex-gestores disputem as eleições.

Fonte: Em Tempo