Até quando? – Idosos dormem no chão para garantir uma consulta médica

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Muitas pessoas, verdadeiramente cidadãs, humildes, na sua maioria, que cumprem rigorosamente com as suas obrigações, contribuindo com o crescimento econômico e desenvolvimento social do estado e da nação, continuam à margem da sociedade, como filhos indigentes, e cada dia mais distantes do alcance dos olhos das autoridades que fingem não enxergá-los .

Reféns do Sistema Único de Saúde (SUS), instituição corroída pela inércia e inépcia do poder, esses cidadãos são humilhados à porta dos ambulatórios mantidos pelo SUS como se fossem mendigos que esmolam um pedaço de pão para não morrer de fome.

Diariamente, no ambulatório Araújo Lima, dezenas de cidadãos podem ser encontrados madrugada a dentro, deitados na grama, debaixo de bancos, sobre o chão, em qualquer lugar para ter às mãos a senha para a sofrida consulta médica.

Entre esses cidadãos estão os idosos, homens e mulheres de cabeça branca, que trazem em seus rostos, delineada, a marca da humilhação, do cansaço de muitas noites indormidas e do sofrimento vivido nas filas que parecem nunca ter fim.

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Não seria exagero acrescentar que muitos viram a noite sem nada por no estômago vazio depois de mais quase 24 horas à porta do ambulatório sem nada comer.

Mas isso não é tudo. Muitos não conseguem uma das 40 senhas distribuídas diariamente e disputadas por um batalhão de doentes que não tem para onde correr.

Assim, muitos, sequer, voltam para casa para escovar os dentes. Eles já ficam na porta do ambulatório para uma nova via crucis.

 

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