Suspeito de empurrar mulher em Metrô teve acesso de raiva, diz polícia

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O suspeito preso pela polícia por empurrar uma mulher de uma plataforma do Metrô de São Paulo confessou o crime, alegando que não conhecia a vítima e que teve um acesso de raiva no momento, segundo informou nesta sexta-feira (28) a assessoria de imprensa da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP).

Alessandro Souza Xavier, de 33 anos, foi detido nesta manhã em Extrema, no Sul de Minas Gerais (MG). Ele deverá ser indiciado por tentativa de homicídio.

“Já foi internado. Foi afastado da prefeitura [onde trabalhava”, disse Gilmar de Souza Xavier, irmão de Alessandro

Alessandro era procurado pela polícia desde terça-feira (25), quando a Justiça decretou sua prisão temporária depois de ele ter sido flagrado por câmeras de segurança empurrando uma passageira nos trilhos da Estação da Sé, no centro da capital paulista. Ele ainda aparece correndo nas imagens, saindo do local.

A auxiliar administrativa Maria da Conceição de Oliveira, teve um braço amputado após a queda e continua internada na Santa Casa de Misericórdia. Até esta manhã seu estado de saúde era considerado estável. Ela tinha completado 27 anos no dia do crime.

De acordo com policiais civis, familiares do suspeito disseram que Alessandro sofre de esquizofrenia e tem surtos psicóticos. A SSP informou que ele foi preso por volta das 6h em um sítio da família em Extrema. Ele chegou a São Paulo nesta tarde. Foi levado ao prédio do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), de onde seguiria para um Centro de Detenção Provisória (CDP). Caberá a Justiça decidir se o suspeito será transferido para um manicômio judiciário.

Alessandro teria ao menos nove registros policiais por casos de agressão, sendo quatro deles no metrô. Ele teria escolhido Maria de forma aleatória.

Segundo a polícia, o irmão do suspeito foi ouvido e disse que Alessandro contou a ele que havia feito uma “bobagem” antes de sair de casa na terça-feira com R$ 50.

Nas imagens obtidas pela polícia, Alessandro coloca o pé na frente de Maria e a empurra.

“Ele saiu rindo”, disse o delegado do Departamento de Capturas e Delegacias Especializadas (Decade), Osvaldo Nico Gonçalves. “Ele não conhecia a moça e não está arrependido do que fez”.

Maria foi jogada poucos instantes antes da passagem de um trem, que seguia sentido Itaquera. Ela perdeu um braço após ser atingida pelo trem. O incidente interrompeu a circulação na Linha 3-Vermelha por 15 minutos. Os trens que seguiam no sentido Corinthians-Itaquera voltaram a circular logo depois da mulher ter sido retirada da via. As plataformas ficaram lotadas.

Parentes da vítima

A irmã de Maria, a autônoma Ana Lívia de Souza, de 28 anos, falou que a família está revoltada com o que aconteceu. “Só Deus sabe o tamanho da minha dor e da minha revolta”, afirmou. “Maria disse que foi uma maldade muito grande. Disse que nasceu de novo”.
Segundo Ana, sua irmã não viu a pessoa que a agrediu, mas se lembra de estar ao lado de um homem na plataforma.

Marido de Maria, o músico Cleber Luís Ciqueira, de 44 anos, disse que os dois moravam juntos há 5 meses, mas namoravam há 5 anos.

A mãe de Maria da Conceição, Maria das Neves Oliveira, falou que a filha lamenta a perda do braço. “Ela só fala do braço e que está careca. Sei que vai ser difícil quando ela olhar no espelho e ver como ficou”, disse.

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