quinta-feira, abril 16, 2026
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Biblioteca Pública do Amazonas relembra incêndio de 1945 em exposição de 80 anos

FOTOS: Divulgação/Acervo Biblioteca Pública do Amazonas

A Biblioteca Pública do Amazonas, promove a exposição “Cinzas, Memória e Reconstrução: 80 anos do Incêndio da Biblioteca Pública do Amazonas (1945-2025)”, de sexta-feira (22/08) até 29 de agosto, das 9h às 15h. O evento, realizado pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, marca oito décadas de um dos acontecimentos mais impactantes da trajetória cultural do Estado e representa uma oportunidade única de reflexão coletiva sobre a importância da preservação do patrimônio documental e bibliográfico.

Na madrugada de 22 de agosto de 1945, um incêndio de grandes proporções consumiu milhares de livros, documentos e obras raras do acervo da Biblioteca Pública, configurando-se como uma das maiores tragédias culturais do Amazonas no século 20. Apesar da perda irreparável, a catástrofe também inaugurou um movimento de resistência e reconstrução, pautado na solidariedade de intelectuais, personalidades locais e da própria sociedade amazonense, que se mobilizaram para recompor o acervo e manter viva a missão da instituição.

A exposição reúne documentos originais, periódicos da época, registros fotográficos e relatos que ajudam a reconstruir a memória daquele momento. Também estarão em destaque obras que sobreviveram ao incêndio por estarem, à época, expostas na 1° Feira da Amazônia, além de exemplares doados por colaboradores que foram fundamentais para a recuperação da Biblioteca. Cada peça exposta carrega consigo não apenas o valor histórico e material, mas sobretudo um significado simbólico de resistência, memória e reconstrução.

Mais do que uma mostra retrospectiva, a iniciativa convida o público a refletir sobre o papel da Biblioteca Pública do Amazonas como uma guardiã do conhecimento, da memória social e da diversidade cultural da região. Ao revisitar o incêndio e seu legado, a exposição propõe um diálogo entre passado e futuro, reafirmando a necessidade contínua de investir em políticas de preservação, democratização do acesso à leitura e valorização das instituições culturais.