quarta-feira, setembro 9, 2026
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Amazonas lidera focos de calor no país em setembro

O Amazonas é o líder em focos de calor no Brasil na primeira semana de setembro, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Entre os dias 1 a 7 de setembro, o estado somou 1.167 focos de calor, ultrapassando o Pará e a Bahia, que tiveram 856 e 419 focos, respectivamente.

O avanço das queimadas no estado, em meio ao início da seca e a influência do fenômeno El Niño, fez com que a capital, Manaus, amanhecesse encoberta por fumaça nesta terça-feira. No entanto, a qualidade do ar já está em níveis considerados ruins em outras regiões há mais de uma semana, especialmente no sul do estado e na região metropolitana da capital.

Além de liderar o ranking negativo estadual, o Amazonas também aparece em destaque entre os focos de calor por municípios. Entre as dez cidades com mais registros no Brasil, seis são do Amazonas: Novo Aripuanã, Manacapuru, Apuí, Autazes, Lábrea e Caapiranga. As outras quatro são do Pará: Jacareacanga, Itaituba, Altamira e Trairão.

Curva do fogo

Embora o Amazonas tenha visto os focos de calor reduzirem 82,2% entre 2024 e 2025, a tendência atual é que os registros ultrapassem as ocorrências do ano passado. Isto porque, enquanto 2025 somou 4.545 focos de calor em 12 meses, somente oito meses e uma semana de 2026, o número já chega a 3.698. 

O recorde atual no estado ocorreu em 2024, quando foram registrados 25.499 focos pelo Inpe. Naquele ano, a estiagem intensa em meio ao El Niño e a baixa ocorrência de chuvas impulsionam os incêndios florestais. 

A expectativa é que o mesmo ocorra neste ano, que vive atualmente a formação de um cenário parecido. Para A CRÍTICA, o comandante do Corpo de Bombeiros do Amazonas, Coronel Orleilso Muniz, afirmou ainda em julho que o pico de queimadas deve ocorrer neste mês de setembro.

O governo lançou em maio a operação Amazonas Mais verde, que contou com o envio de mais de 100 bombeiros ao interior do estado, elevando o total para 186. Foram contratados 153 brigadistas pela gestão estadual, além de outros agentes chamados diretamente pelas prefeituras, que cederam o efetivo ao governo.

“No pico, estimamos 800 servidores, entre civis e militares, de forma simultânea. Além disso, poderemos ter o apoio do governo federal por meio da Força Nacional”, disse ele, à época.

Fonte: A crítica