quarta-feira, junho 24, 2026
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Procuradoria da Aleam marca presença no Festival de Parintins 2026 com ações de proteção a crianças

A Procuradoria Especial da Criança e do Adolescente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), coordenada pela deputada estadual Débora Menezes (PL), realizará uma ampla operação de proteção à infância durante o Festival Folclórico de Parintins 2026. As ações abrangem abordagens em embarcações no trajeto fluvial até o município, presença na entrada do bumbódromo, articulação com os demais órgãos da rede de proteção, atividades de conscientização na ilha e um ponto de apoio para crianças perdidas na praça da Catedral — cobrindo os principais pontos de vulnerabilidade identificados ao longo dos anos de atuação da Procuradoria no festival.

O Festival de Parintins é o maior evento cultural do Amazonas e um dos maiores do Brasil, reunindo dezenas de milhares de pessoas durante três dias de celebração da cultura amazônica. A grandiosidade do evento, no entanto, cria condições que ampliam os riscos para crianças e adolescentes: a aglomeração de pessoas, o consumo de bebidas alcoólicas, a dispersão das famílias e o fluxo intenso de embarcações são fatores que exigem atenção redobrada da rede de proteção. Para Débora Menezes, celebrar a cultura amazônica e garantir a segurança das crianças não são objetivos opostos — são compromissos que andam juntos.

“Sabemos o que o festival representa para o nosso estado, para a nossa cultura e para a nossa economia. Mas a proteção das nossas crianças é prioridade, sempre. São nos momentos de aglomeração, onde a bebida diminui a atenção e as distrações aumentam, que as crianças ficam mais vulneráveis. Não podemos fechar os olhos para isso. Podemos e vamos fazer um lindo festival com o olhar atento ao nosso futuro, que são as nossas crianças”.

Fiscalização nas embarcações: um trabalho que acontece o ano todo

Um dos pilares da atuação da Procuradoria em Parintins é a fiscalização nas embarcações que fazem o trajeto fluvial até o município. Essa ação não é exclusiva do período do festival: a equipe realiza abordagens mensalmente ao longo do ano, reconhecendo que os rios são as estradas do Amazonas e que esse trajeto concentra casos recorrentes de abuso e violação de direitos de crianças e adolescentes. Durante o festival, a fiscalização é intensificada, com foco especial na exigência de documentação das crianças tanto na compra das passagens quanto no momento do embarque — medida assegurada por lei de autoria do mandato de Débora Menezes.

A Procuradoria identifica as casas de máquina das embarcações como locais de especial atenção. O alto nível de ruído nessas áreas impede que gritos de socorro sejam ouvidos, tornando-as ambientes de risco elevado para crianças. A equipe está treinada para identificar situações suspeitas e acionar imediatamente os órgãos competentes.

Quatro frentes de atuação durante o festival

Durante o festival, serão realizadas ações nas embarcações com abordagens com fiscalização da documentação de crianças no embarque e durante a viagem. Atenção especial às casas de máquina, identificadas como pontos de risco.

Já na ilha de Parintins, acontecerão ações de conscientização com a distribuição de material informativo e orientação ao público sobre prevenção do abuso sexual, exploração de menores e trabalho infantil, com incentivo à denúncia pelos canais oficiais.

Na entrada do bumbódromo, a Procuradoria atuará junto aos demais órgãos da rede de proteção — DEPCA, Conselho Tutelar e assistência social — para monitoramento e resposta imediata a situações de risco.

Outro ponto será na Praça da Catedral. O espaço será referência para auxiliar famílias com crianças perdidas durante o evento, com suporte de profissionais da Procuradoria para localização e acolhimento seguro.

“Nós já acompanhamos casos de abuso, de exploração de menores e de trabalho infantil no festival e nos trajetos fluviais. Esse trabalho que a Procuradoria faz não começa em junho e não termina com o festival — acontece todos os meses, porque os nossos rios são as nossas estradas e os riscos estão presentes o ano todo. Em Parintins, vamos estar na embarcação, na ilha, no bumbódromo e na praça. Queremos que cada família aproveite o festival com a tranquilidade de saber que há uma rede de proteção ativa cuidando das nossas crianças”.

A Procuradoria Especial da Criança e do Adolescente reforça que qualquer caso de abuso, exploração sexual ou trabalho infantil identificado durante o festival deve ser denunciado imediatamente pelo Disque 100 — canal nacional gratuito e disponível 24 horas — ou diretamente à equipe da Procuradoria e aos demais órgãos presentes nos pontos de atendimento. Débora Menezes concluiu que o objetivo da operação é garantir que o Festival de Parintins seja, em 2026, um espaço de celebração da cultura amazônica com consciência, compromisso e proteção real para as crianças e adolescentes do Amazonas.