O preso “extremamente perigoso” que fugiu de uma prisão do Alabama, no sul dos Estados Unidos, e a agente penitenciária que o ajudou a fugir mantinham uma “relação especial”, confirmaram as autoridades na última terça-feira (3).
“Os investigadores receberam informações de detentos (…) de que havia uma relação especial entre (a agente penitenciária Vicky) White e o preso Casey White”, que não são parentes, apesar de terem o mesmo sobrenome, afirmou o gabinete do xerife do condado de Lauderdale, onde se encontra a prisão.
Já existiam suspeitas: Vicky White, uma veterana agente de 56 anos, disse que acompanhava Casey White, de 38, ao tribunal para uma suposta avaliação psicológica, sem respeitar a regra de que os deslocamentos dos presos sempre devem ser supervisionados por dois oficiais. Era o último dia de trabalho da funcionária, que se aposentou depois de 17 anos de serviço e vendeu sua casa “há aproximadamente um mês”, segundo o xerife Rick Singleton.
Foi emitida uma ordem de prisão contra ela por “ter permitido ou facilitado uma fuga”, anunciou o xerife na segunda-feira.
Casey White, um detento de mais de dois metros de altura e 118 quilos, foi condenado a 75 anos de prisão por uma longa lista de crimes. Também enfrenta uma acusação de assassinato, depois que confessou ter matado uma mulher de 58 anos em 2015.
A agência federal especializada na busca de fugitivos, United States Marshals Service (USMS), está oferecendo uma recompensa de até 10.000 dólares por qualquer informação que leve à captura de Casey White.
Em uma mensagem dirigida ao público geral durante a entrevista coletiva, Marty Keely, do USMS, advertiu: “Não tentem se aproximar de nenhum desses indivíduos, eles são considerados perigosos.” (afp)








