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domingo, abril 18, 2021

“Acabou, porra!”, diz Bolsonaro sobre decisões monocráticas como a do STF

PODER – O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta 5ª feira (28.mai.2020) que “não dá para admitir” atitudes individuais “de certas pessoas”. Bolsonaro se referia à autorização do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), para realização de uma operação da Polícia Federal contra fake news, que atingiu pessoas próximas do governo.

“Acabou, porra! Me desculpe o desabafo. Acabou! Não dá para admitir mais atitudes de certas pessoas individuais tomando quase que de forma pessoal certas ações. Nós somos 1 país livre e vamos continuar livres, mesmo com o sacrifício da própria vida. Eu peço a todos os meus colegas, companheiros de outros Poderes, do meu Poder também: vamos buscar 1 entendimento, não vamos admitir que, individualmente, uma ou outra pessoa tome decisões em nome de todos”, disse.

Bolsonaro declarou que “não teremos outro dia igual a ontem” (4ª feira, dia 27 de maio):

“Chega! Chegamos no limite. Estou com as armas da democracia na mão. Eu honro os meus compromissos, o juramento que fiz quando assumi a Presidência da República.”

Em outra crítica ao ministro Alexandre de Moraes, Bolsonaro disse: “Podemos sozinhos interrogar, julgar e condenar?”.

“Agora, o condenado maior que está existindo nessa questão é a honra dessas famílias. Não foi justo o que aconteceu no dia de ontem”, afirmou, e referência àqueles que foram alvos da operação.

O presidente declarou que, “pelo menos”, a operação de 4ª feira “serviu para mostrar” que ele “nunca” teve “intenção de controlar a Polícia Federal”. Ele disse, no entanto, que “obviamente ordens absurdas não se cumprem, e nós temos que colocar um limite nessas questões”.

“Como que isso será feito, presidente?”, perguntou 1 repórter.

“Ou, não perguntei… Quem está falando sou eu! Não estou dando entrevista, quem não quiser me ouvir pode ir embora, porque sei para onde você quer conduzir”, respondeu Bolsonaro.

VÍDEO DA REUNIÃO INTERMINISTERIAL

Bolsonaro também criticou a decisão monocrática do ministro Celso de Mello, decano do STF, que liberou o vídeo da reunião interministerial realizada em 22 de abril. O ex-ministro Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública) afirmou que Bolsonaro tentou interferir na Polícia Federal. A comprovação da acusação, segundo Moro, estava na gravação daquele encontro.

O presidente entregou o vídeo da reunião, mas pediu que só fosse divulgados trechos relativos ao inquérito que apura a suposta interferência. Já o ex-ministro pediu a divulgação da íntegra do encontro. O ministro Celso de Mello determinou a divulgação de todo o material –exceto trechos relativos à política externa do país.

“Fizemos o possível para que apenas a parte que interessasse ao inquérito fosse tornada pública. O ministro do STF resolveu suspender o grau de sigilo expondo uma reunião presidencial e a partir disso ouvi ministros meus com ameaça de prisão de até 20 anos. Eu peço que reflitam. Pelo amor de Deus, eu peço que reflitam. Pelo amor de Deus, eu peço que reflitam”, disse.

Bolsonaro afirmou que “cada 1 pode falar o que bem entende” nessas reuniões porque elas são reservadas. Ele declarou que “a responsabilidade do que tornou-se público não é de nenhum ministro” de seu governo, mas sim do ministro Celso de Mello.

“Ele é o responsável! Pelo amor de Deus, eu peço que reflitam, não prossigam esse tipo de inquérito, a não ser que seja pela lei do abuso de autoridade, que está bem claro que quem divulga vídeos, imagens, áudios, do que não interessa ao inquérito. Está lá: 1 a 4 anos de detenção. O criminoso não é o [o ministro Abraham] Weintraub [Educação], não é o [ministro Ricardo] Salles”, afirmou.

O presidente disse que “o que mais quer é paz”. Afirmou estar à disposição dos presidentes de outros Poderes para conversar nesta 5ª feira. Ele citou o presidente interino do STF, ministro Luiz Fux, bem como os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

“Presidente, o senhor pediu paz ao Toffoli? Porque ontem o senhor visitou ele”, questionou 1 repórter.

“Acabou a entrevista aí”, respondeu Bolsonaro, que não chegou a conceder entrevista, porque não respondeu perguntas.

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