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sábado, dezembro 4, 2021

Globo e MPE põem Adail na cadeia, mas “esquecem” de vários figurões da sociedade amazonenses

A Rede Globo de Televisão e o Ministério Público Estadual realizam sem o menor resquício de dúvidas invejável trabalho para por o prefeito Adail Pinheiro na cadeia, fato ocorrido na tarde deste sábado, 08.

O prefeito de Coari, Adail Pinheiro se entregou à Delegacia Geral, no conjunto Dom Pedro, onde foi lavrada a sua prisão.

 

 

É claro que o trabalho da Globo, veiculado no Fantástico e reproduzido pela Rede Amazônica de Televisão só ocorreu, assim como o pedido de prisão preventiva do MPE, depois de quase 10 anos da deflagração da Operação Vorax que investigou os problemas de Coari. Antes tudo foi mantido no mais absoluto silêncio. Por quê?

Por quê o Fantástico que se houve tão bem em suas reportagens omitiu os nomes de juízes, políticos, empresários e até de um delegado da PF envolvidos em exploração sexual em suas reportagens?

E o MPE por quê não pediu a prisão preventiva do delegado Domingos Sávio, dos juízes Rômulo Fernandes, Hugo Levy (aposentados à toque de caixa depois da Vorax),dos empresários Waldery Areosa e Otávio Raman, do deputado Fausto Souza, Lupércio Ramos e de tantos outros- todos comprovadamente envolvidos com a exploração sexual no Amazonas?

Como já foi denunciado por este Blog, o delegado da PF, Domingos Sávio, é flagrado em conversa comprometedora com Adriano Salan, mas esse diálogo ainda não passou no Fantástico. Certo?

E como diz o ditado “Não só panela velha faz comida boa”, mas o resto de ontem, o RO, tem sabor muito melhor.

Que o diga a rede Globo, que com fitas de escutas telefônicas realizadas pela Polícia Federal, com autorização Justiça, nos idos de 2006 bombardeou Adail no noticiário nobre de domingo à noite.

O alvo? Adail Pinheiro, prefeito de Coari. Os objetivos? Fica a interrogação.

Embora o processo da operação Vorax tramite em segredo de justiça, muito material colhido através de escuta telefônica já era de conhecimento de alguns jornalistas locais de quilate bem menor que os da rede Globo, que hoje fazem as reportagens transmitidas atualmente no Fantástico.

Os diálogos são geralmente entre o ex-secretário de Adail na época, Adriano Salan, e pessoas influentes da sociedade amazonense.

indo pra putaria

Os assuntos, com frequência, giravam em torno de festas, como orgias realizadas na suíte mais cara – a maiozona, no linguajar dos elementos, do motel Afrodite.

É quase certo que a rede Globo teve acesso a esse material da escuta telefônica há bem mais tempo, mas as razões para que somente agora tenha apontado suas munições contra Adail Pinheiro são difíceis de confirmar.

Muitas são as teorias conspiratórias para se concluir as razões e os motivos de somente agora a rede Globo veicular os diálogos de Adail, mas que a emissora tem em mãos um bom arsenal contra figurões locais isso é uma certeza.

Adriano Salan era o operador, uma espécie de rufião, encarregado de financiar e facilitar encontros orgiásticos entre belas meninas e os figuras de todos os quilates.

Entre esses homens importantes encontra-se todo um leque de autoridades, formadores de opiniões e empresários de grande aporte financeiro.

A Polícia Federal, que colheu as provas, não está ausente dos autos, como parte, entre os investigados.

Um de seus quadros, o delegado identificado por Sávio, foi flagrado em uma ligação feita de dentro da suíte do Afrodite, na qual convida uma tal de Carla para fazer parte da festa que se realiza naquele recinto, onde também estava Adriano Salan: “Vem tu pra cá, pô; tá bom pra caramba aqui, Pepinão”, diz o delegado. Que beleza.

Por quê não denunciá-los? Dolorosa interrogação.

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