Início Política Nunes diz que foi ‘justa’ condenação ao Brasil por morte de Herzog

Nunes diz que foi ‘justa’ condenação ao Brasil por morte de Herzog

Em nota divulgada nesta sexta-feira, 6, pelo Itamaraty, o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, diz que foi “justa” a condenação unânime do Brasil pela Corte Interamericana de Direitos Humanos pela morte do jornalista Vladimir Herzog, ocorrida em 1975. Para ele, a decisão é “absolutamente inquestionável” e partiu de um tribunal “cuja jurisdição contenciosa o país valoriza e reconhece há vinte anos.”

O chanceler se solidariza com a família de Herzog e afirma que o fato de a Lei da Anistia haver contribuído para o fim do arbítrio “não atenua em nada o imperativo moral de repudiar com toda a veemência a responsabilidade do Estado brasileiro pela detenção arbitrária, tortura e assassinato de Vlado.”

“A decisão da Corte de São José reaviva a importância da indignação causada pela morte de Herzog para confirmar o compromisso inarredável da sociedade brasileira com a democracia e o respeito aos direitos humanos”, conclui a nota.

A decisão da corte determina que o governo brasileiro deve reiniciar a investigação e o processo penal cabíveis “pelos fatos ocorridos em 25 de outubro de 1975.” Naquele dia, Herzog morreu após ser submetido a tortura no Destacamento de Operações de Informações (DOI), do 2º Exército (SP), que apurava a relação de jornalistas com o Partido Comunista Brasileiro(PCB).

A corte diz ainda que o Itamaraty deve encaminhar em um ano um relatório informando as providências adotadas pelo governo brasileiro, o que a pasta já confirmou que será feito.

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