
Manaus fechou a primeira semana de janeiro de 2026 com os maiores preços médios de combustíveis do Brasil, de acordo com levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A capital amazonense lidera o ranking nacional tanto no valor da gasolina comum quanto do etanol hidratado, com preços que ultrapassam R$ 7 por litro.
O estudo analisou os valores praticados em centenas de postos de combustíveis em todo o país, no período de 4 a 10 de janeiro. Em Manaus, a elevação é atribuída principalmente a fatores logísticos, como o transporte fluvial, a distância dos grandes centros de distribuição e a carga tributária estadual.
“Antes eu abastecia com etanol porque era mais barato, agora não compensa mais”, relata a professora Carla Souza, que depende do carro diariamente para ir ao trabalho.
📊 Ranking das capitais com gasolina comum mais cara
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Manaus (AM) – R$ 7,09
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Boa Vista (RR) – R$ 6,98
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Rio Branco (AC) – R$ 6,94
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Belém (PA) – R$ 6,89
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Porto Velho (RO) – R$ 6,85
A diferença entre Manaus e Vitória (ES), uma das capitais com menor preço médio do país (R$ 6,31), chega a R$ 0,78 por litro.
📊 Ranking das capitais com etanol mais caro
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Manaus (AM) – R$ 6,29
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Rio Branco (AC) – R$ 6,09
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Boa Vista (RR) – R$ 5,99
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Belém (PA) – R$ 5,85
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Porto Velho (RO) – R$ 5,79
No caso do etanol, a diferença entre Manaus e cidades do Sudeste chega a quase R$ 2 por litro, tornando o combustível menos competitivo em relação à gasolina na capital do Amazonas.
Postos de Manaus sob suspeita de cartel
Em outubro de 2025, o Ministério Público do Amazonas (MPAM) ingressou com 33 ações civis públicas contra postos de combustíveis de Manaus suspeitos de formação de cartel e combinação de preços. As ações foram apresentadas pela 51ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor (Prodecon), após a conclusão de um inquérito civil que apurava a prática desde 2023.
O MP não divulgou os nomes nem os endereços dos estabelecimentos investigados. Segundo o órgão, os postos teriam ajustado os valores de forma simultânea, mantendo preços muito próximos em diferentes regiões da cidade — o que pode caracterizar infração à ordem econômica.
As investigações tiveram início após denúncias de consumidores e o monitoramento das variações de preços realizado pela Prodecon, que identificou reajustes semelhantes em diversos postos sem justificativa econômica, como aumento de tributos ou de custos operacionais.








