Rozenha pede ações para reduzir morte por câncer de colo uterino no AM

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Foto: Divulgação Assessoria

Nesta terça-feira (14), o deputado estadual Rozenha (PMB) defendeu a criação de mutirões de saúde em municípios do interior do Amazonas para a detecção precoce de casos de câncer de colo de útero.

Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), apontam que o Amazonas tem o maior índice de câncer de colo uterino, com uma taxa 102% superior à média nacional. A precariedade do acesso ao sistema público de saúde é uma das principais causas do problema. Além disso, o interior do estado ainda sofre com a falta de médicos especialistas. “Dificilmente os especialistas querem morar no Amazonas mais profundo. Há décadas, a gente tenta levá-los até localidades mais distantes da capital. Mas é difícil levar um especialista para morar em Tapauá, em Atalaia do Norte”, lamenta o parlamentar.

Segundo o deputado, a ideia da formação de mutirões partiu da médica ginecologista Dra. Mônica Bandeira de Melo, idealizadora da campanha Março Lilás no Amazonas. Os mutirões atenderiam a população dos municípios localizados em cinco polos do interior. Dessa forma, em um prazo de 2 a 3 anos, o Amazonas deixaria de ocupar a primeira colocação no ranking de casos de colo de útero. “Essa é uma alternativa para a gente sair desse pódio indigno e salvar mais de 300 mulheres por ano no estado”, disse o deputado.

Rozenha explica que a solução está na inclusão de uma emenda ao orçamento 2023/2024 para destinar recursos oriundos de outras fontes diretamente para a Saúde. Para isso, o deputado pediu a sensibilidade dos membros da Comissão de Assuntos Econômicos da Assembleia Legislativa do Amazonas no sentido de destacar esse orçamento sem a necessidade de gerar mais despesas aos cofres públicos. “Existem coisas que a gente pode resolver com emenda sazonal. Mas outras coisas só serão resolvidas com uma ação, um programa de governo”, afirmou.

O deputado lembra que o câncer de colo uterino é um dos tipos mais fácies de tratar, bastam simples ações de prevenção. Por isso, ele destaca a importância de levar o projeto até o interior. “Não dá para as mulheres do Amazonas continuarem morrendo com um tipo de câncer absolutamente tratável e evitável. Talvez a chave esteja nesse orçamento. A solução para salvar as mulheres do interior do Amazonas”, concluiu.

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