Polícia Militar do Amazonas utiliza ferramentas tecnológicas para monitorar crimes ambientais

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FOTOS: Divulgação/PMAM

Com um pouco mais de um mês e meio de implementação, a Sala de Comando e Controle Ambiental (SCCA), do Comando de Policiamento Ambiental (CPAmb), já trouxe resultados relevantes para a Polícia Militar do Amazonas (PMAM). A Sapopema, como é chamada a sala, foi implantada com o objetivo de monitorar crimes ambientais.

Com o apoio dos dispositivos, a expectativa é que haja maior eficiência no atendimento de ocorrências; redução dos crimes ambientais; prevenção de desmatamentos e maior controle da fiscalização de caminhões que transportam produtos de origem florestal nas rodovias.

Entre as ferramentas utilizadas estão a Maps Bioma Alerta, o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), o Geoportal do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e o Brasil Mais Sistema PLANET da Polícia Federal (PF). O intuito dos dispositivos é monitorar ações de desmatamento, queimadas, extração de madeira e minério ilegal, além de promover o georreferenciamento de ocorrências e estatísticas e de dar suporte para qualquer equipe policial na área de serviço.

De acordo com o comandante do CPAmb, coronel Antônio Santarém, a tecnologia utilizada na Sapopema tem auxiliado no trabalho policial realizado pelo patrulhamento ambiental.

“Já tivemos diversas ocorrências e atendimento com apreensão de madeiras extraídas, além de outras ocorrências de crimes ambientais, por meio da utilização dessa ferramenta”, explicou o comandante do CPAmb, coronel Antônio Santarém.

Em uma ação, após a Sapopema plotar pontos de possíveis ilícitos ambientais na comunidade do Catalão, localizada no Iranduba (distante 27 quilômetros de Manaus), a equipe solicitou apoio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e iniciou as diligências no local.

Durante a fiscalização nas proximidades da comunidade, as equipes encontraram um homem serrando toras de madeiras para transformá-las em tábuas. Questionado sobre a Licença de Operação e o Documento de Origem Florestal (DOF) da madeira serrada, ele relatou que não possuía documentação. O homem foi detido e encaminhado, juntamente com as toras de madeira e três motosserras, para a Delegacia Especializada em Crimes Contra o Meio Ambiente e Urbanismo (DEMA).

Crimes ambientais

O Batalhão de Policiamento Ambiental (BPAmb) orienta a população que desmatar ou atear fogo em área particular e/ou pública de proteção; retirar, transportar ou guardar madeira e outros produtos de origem vegetal sem autorização do órgão competente, configura em crime ambiental, sujeitando seus autores às penalidades previstas na Lei.

Para denúncias dessa natureza, a população pode entrar em contato no disque-denúncia 181, do 190 ou diretamente nos canais de comunicação do BPAmb, através dos telefones 98842-1547/ 98842-1553 e no e-mail: [email protected].

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