Clientes compram roupas e encontram pedido de socorro por trabalho escravo

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Três consumidoras tomaram um susto ao adquirir roupas da marca britânica Primark e encontrar pedidos de socorro denunciando um suporto trabalho escravo. Dois deles estavam escritos nas etiquetas de vestidos comprados na mesma loja no País de Gales, enquanto o terceiro estava no bolso de uma calça adquirida na Irlanda do Norte.

Uma das mensagens encontradas nos vestidos dizia “Forçado a trabalhar durante horas exaustivas”, enquanto a outra falava em “condições desumanas e degradantes”. Na calça, o pedido de socorro escrito em chinês era de um trabalhador que dizia estar em uma prisão, sendo obrigado a trabalhar “como um animal” e recebendo “comida imprópria até mesmo para animais”.

Em tradução, o bilhete em chinês quer dizer: “SOS SOS SOS. Somos prisioneiros em Xiangnan, prisão em Hubei, na China! Por um longo tempo, temos produzido roupas para exportação. Trabalhamos 15 horas por dia. Nossa comida é pior do que o alimento para porcos e cães. O trabalho que fazemos é semelhante ao trabalho mais difícil que bois e cavalos são capazes de fazer. Conclamamos a comunidade internacional a denunciar a China por este ato desumano”. Essa mensagem pode não ser tão recente, pois a calça foi adquirida em 2011. Segundo a compradora, a denúncia só foi divulgada agora porque ela nunca havia utilizado a peça.

A Primark garantiu à imprensa que vai investigar o caso, mas apresentou alguma desconfiança pelo fato de duas mensagens terem surgido em peças adquiridas na mesma loja e pelo bilhete encontrado há três anos só ter sido revelado agora.

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