CHICO AOS 70 ANOS

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O compositor e cantor Chico Buarque completa 70 anos nesta quinta-feira, 19. Veja a seguir a homenagem de colegas ilustres.

Maria Bethânia: “Chico Buarque é um dos maiores compositores do Brasil. É meu grande e querido amigo, muito bom de ter. Quieto e respeitador. Profissional extraordinário, estudioso, firme. É um homem lindo, maravilhoso, cavalheiro e deslumbrante. Comigo, é uma flor. Não poderia ser mais suave, amoroso e cuidadoso. Das canções que ele fez para eu cantar, não posso escolher uma. Todas são deslumbrantes.”

Edu Lobo: ‘Eu sempre interferi muito nas letras dos meus parceiros, pedindo para trocar uma palavra. Nunca fiz isso com o Chico na vida. Nenhuma letra eu tive que pedir algo, porque ele é completamente obcecado, escreve e reescreve. Crio a expectativa e normalmente vem uma letra melhor do que a que estou esperando. Eu sou um melhor músico pelo que fiz com ele e ele é um melhor músico por conta do trabalho que fez comigo.’

Djavan: ‘Junto com Caetano, Gil e Milton, Chico é uma das minhas principais influências. Quando eu era crooner em boates no Rio de Janeiro, no meio dos anos 1970, cantava muitas músicas dele. Em 1979, Chico me ligou em casa. Eu não o conhecia pessoalmente e demorei a acreditar que era ele e que ele sabia que eu existia, mesmo ouvindo aquela voz. Na ligação, ele me convidou para ir a Cuba. Aí que eu não acreditei mesmo. Fomos a Cuba e depois a Angola. O Chico era um embaixador da música brasileira.’

Ivan Lins: ‘O Chico é o mais completo letrista e poeta brasileiro. Ele é metódico e meticuloso. E não corre contra o tempo, creio. Tenho duas músicas guardadas para ele colocar letra. Mas não gosto de sair pedindo. Não sou ‘entrão’. Sou tímido com meus ídolos. E Chico é um deles.’

Toquinho: ‘Conheci o Chico na década de 1960 em festas na casa de amigos, em São Paulo. Carregávamos a indiferença pelos compromissos e as improvisações da juventude. O Chico ainda não era o Chico, era o Carioca, que começava a surgir com seu acanhamento e seu violão. A nossa mais autêntica parceria é a amizade e a confiança que depositamos um no outro.’

Carlinhos Vergueiro: ‘Fico feliz de ver o Chico fazer 70 anos fazendo música, jogando bola e escrevendo. Tenho a impressão que é redundante falar da importância do Chico. Quando vou a shows dele, vejo uma quantidade enorme de gente muito jovem conhecendo o que ele tem feito atualmente e se surpreendendo com as músicas mais antigas. É um grande amigo, que me deu a honra de participar do disco Almanaque, cantando com ele Amor Barato. Muita gente pensa que essa música é minha, e quase sempre ela é pedida nos meus shows.’

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