“Padrinho do ecstasy” morre de câncer aos 88 anos

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Alxander “Sasha” Shulgin, o “padrinho do ecstasy”, morreu nesta terça-feira de câncer no fígado, segundo o The Verge. O americano recebeu o apelido por ter desenvolvido um método inovador de sintetizar a metilenodioximetanfetamina (MDMA – ou ecstasy) e apresentou a droga aos psicólogos na década de 1970.

O trabalho de Shulgin causou controvérsia na comunidade científica, sendo que críticos veem seus métodos psicodélicos como problemáticos. Em décadas de pesquisa, o padrinho do ecstasy pode ter criado mais de 200 componentes. Ele os estudava e descobria os resultados para o ser humano, usando seu próprio corpo como cobaia. O cientista também pedia para sua mulher, Ann, e um grupo de amigos ajudarem-no nas pesquisas.

Shulgin foi capaz de evitar uma repressão da Agência de Coação às Drogas porque a maioria das drogas que ele estudou não existia anteriormente, fora do seu laboratório, e, portanto, não eram ilegais. Porém, na década de 90, o laboratório de Shulgin foi invadido, o que o levou a entregar sua licença para investigação policial.

Estudos recentes começam a apontar um possível benefício do MDMA em pacientes após algum trauma, o que permitiria um tratamento eficaz para o transtorno de estresse pós-traumático.

 

 

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