Governo do Estado negocia agachado com Simpol com promessas para 2015 para evitar greve

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No Brasil, e não é de hoje, a segurança tem se tornado uma dor de cabeça para o cidadão e para os governos. A taxa de homicídio de 29 por 100 mil habitantes é um indicador perverso. A ONU admite algo até um dígito como aceitável.

No entanto, nos últimos anos, tem-se assistido a uma elevação brutal nessas taxas em todos os Estados da federação brasileira.

E o que faz a polícia?

Empunha a arma na cabeça do governante de turno. Faz greve. Ameça a população com greve.

Se com a polícia trabalhando as coisas já são uma catástrofe, imagina se a polícia para.

A população fica à mercê da bandidagem, como se viu há poucos dias em Pernambuco, com assaltos, crimes, saques, praticados até por pessoas “de bem”.

Em vésperas de eleição, quando o governante se propõe “fazer o diabo” para continuar no posto, nem que para isso a população se dane, aí as coisas ficam como o “capeta” gosta.

A chantagem consentida que os policiais do Amazonas estão fazendo com José Melo – que se acha governador -, que se tornou espontaneamente refém do sindicado de policiais (Sinpol).

Notícias dão conta que esse sindicato – em si mesmo um atentado ao Estado de Direito – “esteve reunido, nesta seman, na sede do governo, com o secretário da Casa Civil, Raul Zaidan, e com o procurador geral do Estado, Dr. Cloves, para tratar da “pauta” de reivindicações.

Falam de propor um acordo judicial com o governo na questão do ticket, que poderá ser reajustado ainda esse ano; em reenquadramento e mudança na lei de promoções.

O mais grave é que o Sinpol afirma que “o governo sinalizou positivamente”; que “será criada uma comissão formada pelo governo, o Sinpol e as entidades representativas de classe”.

A comissão elaborará um projeto de lei para entrar em vigor a partir de 2015.

As notícias são transmitidas por Moacir Maia. Sabem o que isso significa?

Que a Casa Civil, o governo do Estado do Amazonas, está negociando agachado com o Sindicato dos Policiais à socapa, cuja chantagem insinua que “greve não haverá” caso o “governador” aceite todas as imposições dos policiais.

E este, altaneiro como um anão de jardim, aceita tudo, assina embaixo de um “projeto de lei” de autoria dos próprios interessados, empurra o “papagaio” para o próximo governo, seja lá de quem for.

É o fim da picada!

Alô MP eleitoral! Alô T.R.E! Alô TCE! Salvem-se quem puder!

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