José Melo, o decepador de testículos

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Por  Nonato da Moita
Conforme noticiado no blog do Hiel e reproduzido no Blog do Castelo, o governador José Melo (Pros), em ato eleitoreiro que promete “dar início às obras do hospital de Iranduba, diante da reclamação de algumas pessoas pela demora na entrega, colocou o dedo na cara do construtor e tascou: ‘Se você não entregar essa obra em 20 dias, mando cortar seus testículos com bisturi, sem anestesia’.
Ora, convenhamos, mesmo sabendo que o governador não tem lá essa classe toda, não fica bem a ele ter esse tipo de palavreado diante de pessoas que comparecem a esses minicomícios antecipados.
Talvez, para retirar de si a desconfiança das pessoas que ali compareceram e, quem sabe, fazer com que chegasse à população em geral que é diferente de outros governantes, menos enfáticos, em dar cumprimento a obras tão necessárias para a qualidade de vida das pessoas, ele tenha resolvido fazer uso de uma metáfora cruel quanto à parte pudenda invocada e pelo uso de um instrumento mais afeito a salvar vidas e mais ainda sem o uso de anestesia, que é, do ponto de vista humanitário, uma das maiores descobertas da medicina. E isto diante de uma promessa de construção de um hospital, o que torna sua metáfora despropositada.
Provavelmente, a sua metáfora fosse melhor empregada se prometesse aplicar o instrumento no seu próprio órgão parlatório caso a obra não fosse concluída no prazo dado, pois assim não ameaçaria a procriação de um pai de família, nem a masculinidade de um homem, menos ainda a crueldade da dor sem remédio, mas apenas a continuidade de um governante despreparado que não sabe fazer de maneira sábia o uso das palavras.
 

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