Novo comandante do Ronda no Bairro pode sentar no banco dos réus por homicídio qualificado

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O governador do Amazonas, José Melo, entregou nesta segunda-feira, 07, um dos mais importantes e sensíveis comando da Polícia Militar do Amazonas, o Ronda no Bairro, ao coronel PM, Raimundo Rooselvet da Conceição de Almeida Neves.
Antes de nomear Roosevel, entretanto, José Melo foi enfático ao afirmar que a sua escolha seria baseada em critérios rigorosos, tais como espírito público, capacidade de liderança e forte agregação social.
José Melo teria sido perfeito se Raimundo Rooselvet da Conceição de Almeida Neves reunisse tantas qualidades, inerentes ao chefe.
Infelizmente, Roosevelt é diametralmente contrário aos anseios de José Melo de ter no Ronda no Bairro um comandante de tamanha envergadura.
Pode até ser que governa não esteja lá tão preocupado com o histórico de seu mais novo auxiliar.
Pelo sim, pelo não, Roosevelt responde a dois processos,conforme pode ser consultado no site do Tribunal de Justiça do Amazonas.
Um deles – 0001868-232003.8.04.0001 (001.03.001868-5) – por homicídio qualificado e o outro – 0042979-59.2000.8.04.0011 (011.00.042979-1) – homicídio simples.
roosevelt
Em outras palavras, Raimundo Rooselvet da Conceição de Almeida Neves pode ser conduzido a qualquer momento ao banco dos réus e ser condenado, uma vez que, em julho do ano passado, o Juízo da 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus, julgou procedente a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE-AM) relacionada ao caso ‘Fred’, na qual o mesmo foi pronunciado.
O “caso Fred”, como ficou conhecido, começou com o bárbaro assassinato de Daniele Damasceno, em 2001.
Na época, Fred Júnior, namorado da vítima, foi acusado e condenado pelo crime.
No mesmo ano, o pai do rapaz, o técnico agrícola Fred Fernandes da Silva, foi assassinado após visitar o filho no presídio.
Ele estava acompanhado da mulher e do outro filho – os dois sobreviveram.
A imprensa local iniciou uma grande cobertura do caso, ficando em evidência, de acordo com a sentença de pronúncia dos réus, a suposta existência de um grupo de extermínio (Grupo do Coroado), que seria composto por policiais militares, no qual Roosevelt estaria envolvido.
O novo comdnante do Ronda do Bairro é acusado juntamente com outros policiais pelo crime de homicídio qualificado mediante “paga ou promessa de recompensa”, e foram enquadrados no art. 121, parágrafo 2º, I (mediante paga ou promessa de recompensa); e art. 121, parágrafo 2º, combinado com o art. 14, II (por duas vezes), todos do Código Penal Brasileiro, contra as vítimas Fred Fernandes da Silva, Maria da Conceição dos Santos da Silva e Adônis dos Santos da Silva.
Fonte – TJAM

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