Terrorismo e troca de farpas na transição

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A pesada atmosfera que corre lá pelas bandas do bairro da Compensa e que nos últimos dias se instalou no Palácio do Governo e suas correspondentes Secretarias tem provocado turbulência e muito desconforto nesses momentos de transição de governo.
A boa prática de se fazer política, essencialmente unida à moral, segundo Aristóteles, foi substituída pelo terrorismo barato, tosco, pervertido, e erroneamente praticado como instrumento de pressão e coação em todos os níveis que compõem a estrutura do governo, bem ao estilo do “L’État c’est moi” (O Estado sou eu) de Luiz XIV.
A transição que deveria ser feita pacificamente e sem traumas, tem provocado farpas de todos os lados e feridas difíceis de serem cauterizadas.
À título de exemplo, num dos encontros promovido para discutir os últimos ajustes da transição, um dos secretários presentes, que não vou falar o nome, resolveu sair da retaguarda e, mesmo em meio ao fogo cruzado, disparou, indignado: “como o Melo pode exigir lealdade se ele traiu o Eduardo”?
O reação do secretário, respeitado em todas as camadas da sociedade, não só pelo seu bom temperamento, mas também pelas suas qualidades de homem público, é um convite à reflexão.

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