Como prefeito de Manacapuru Régis fez contrato com empresa de picolé da massa

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De Janeiro a outubro deste ano, o então prefeito de Manacapuru, Washington Régis (PMDB), usou e abusou das ondas da rádio Palmeira FM com a cantilena de que renunciaria o seu mandato se o Tribunal de Contas do Estado (TCE) apontasse qualquer vestígio desabonador de sua administração.

Régis sabia muito bem que o TCE e nada é a mesma coisa principalmente para quem goza das bençãos e do beneplácido do poder.

E nem precisa mergulhar fundo nos anais do órgão para fazer ressuscitar vergonhosas decisões tomadas em cima da hora, de afogadilho, à toque de caixa para livrar a cara de uns e outros da condenação como a de Régis, por exemplo, e confraria.

Assim, Régis, que renunciou por exclusiva conveniência pessoal, para ser deputado, nunca foi molestado pelo TCE, onde tem parente, aderente, etc. e tal.

Mas o que dizer – Régis e TCE – do contrato publicado no dia 23 de maio de 2013 no Diário Oficial dos Municípios com a empresa RENATA MARINHO NOGUEIRA-ME, CNPJ Nº. 14.906.173/0001-88?

Com o nome fantasia Casa da Carne RN, a empresa foi contemplada por Régis com R$ 395.619,40 para garantir o fornecimento pelo período de 12 meses de gêneros alimentícios à Secretaria Municipal de Saúde – SEMSA.

De acordo com o Cadastro de pessoa Jurídica, os negócios da empresa se sustentam na criação de bovinos para corte e leite, criação de peixes em água doce e comécio varejista de hortifrutigranjeiros.

A empresa, conforme pode ser comprovada na documentação, está localizada na Rua Joao XXIII, 1318.

Na Rua Joao XXIII, 1318? Será?

Não é verdade.

No endereço não existe nenhuma empresa RENATA MARINHO NOGUEIRA-ME, CNPJ Nº. 14.906.173/0001-88.

Na Rua Joao XXIII, 1318, não existe, também, frigorifico algum.

1 Casa de n° onde consta o ederenço da empresa Casa da Carne,mas o que se vende é Picolé da Massa.

Lá, em vez de carne, leite, hortifrutigranjeiros e peixe, tem picolé da massa (ver foto).

Isso ninguém sabe porque Régis nunca falou no programa de rádio que mantinha aos sábados com o dinheiro do contribuinte.

Isso o TCE não sabe porque não interessa saber.

Manipular informações em contrato público sabe-se lá com que intenção é lícito, moral,legal, permitido,republicano?

 

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