Escândalo da Pampulha é só mais um no rol dos esquecidos no Amazonas, nada mais

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Os municípios amazonenses da região do Alto Solimões formam um bolsão de miséria onde, segundo a ONU, a renda média diária de cada cidadão não ultrapassa os dois dólares. É um índice igual ao dos países mais pobres do mundo.

Lá, nenhuma ação do governo chega a contento, como exemplifica o atraso de mais de 420 dias para a entrega de obras na área de segurança pública nos municípios da região.

E para completar a tragédia, no ano de 2008 aconteceu na região do Alto Solimões o rumuroso escândalo da Pampulha, no qual a empreiteira Pampulha Construções e Montagens Ltda sacou R$ 17 milhões das contas do governo estadual por obras não realizadas nos municípios daquela região.

A denúncia saiu na imprensa e o que ocorreu foi uma verdadeira armação, que envolveu principalmente o Tribunal de Contas do Estado (TCE), para encobrir a falcatrua.

Uma vez descoberta a fraude, TCE e Ministério Público do Estado (MPE) montaram uma ópera bufa para esclarecer as denúncias. Os dois órgãos criaram uma comissão para verificar in loco a veracidade dos fatos: se um pacote de obras em infraestrutura foi ou não realizado nos municípios.

Seis meses depois da partida dos técnicos do TCE e do MPE nenhum relatório foi apresentado e ninguém sabia dizer se as obras existiam ou não.

Enquanto a fiscalização pelos órgãos competentes escorregava na lenga-lenga oficial, a Pampulha, ajudada pelo então governador Eduardo Braga, fazia a toque de caixa as obras fantasmas que foram pagas antecipadamente.

Três anos depois, a resposta que o TCE prometera dar à sociedade sobre o escândalo Pampulha ficou apenas na bravata de seu ex-presidente, Raimundo Michilles.

Municípios do Alto Solimões
Tonantins, Amaturá, Santo Antônio do Içá, Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Tabatinga e Jutaí.

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