Pesquisa no Amazonas atesta que a erva de passarinho pode se tornar uma das armas contra o câncer

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Os primeiros resultados de um trabalho de pesquisa feita no Amazonas com a Erva de Passarinho apontaram indícios de atividade antineoplásica e que podem, no futuro se tornar uma das armas contra o câncer.

Pelo menos foi o que disse durante palestra na sexta-feira (29), no II Congresso Pan Amazônico de Oncologia, Anderson Cavalcante Guimarães, doutor em química de produtos naturais e professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), autor da pesquisa.

Segundo ele, um teste feito ano passado, in vitro, a partir de células, apontou atividade antitumoral para metástase no caso de melanoma, tipo de câncer que atinge a pele.

Durante a palestra, Guimarães explicou que, muito embora os resultados sejam otimistas, ainda será necessário realizar uma série de testes, o que deve levar alguns anos, para garantir a segurança do uso do medicamento em pacientes oncológicos.

De acordo com o farmacêutico, a ideia de iniciar a pesquisa surgiu quando ele trabalhava na FCecon, na década de 90, durante a coleta de relatos de pacientes que afirmaram ter utilizado ervas e obtido bons resultados.

Cauteloso, ele destacou que mesmo que os primeiros resultados apontem a atividade antineoplásica a partir de substâncias ativas é preciso realizar testes que apontem o nível de toxidade da planta.

A pesquisa é realizada com o apoio da Ufam e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

 

 

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