Rebeliões em presídios de Manaus revelam fragilidade da estrutura de segurança

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Confronto de duas facções distribuídas nos pavilhões A e B contra o C, do Instituto Penal Antônio Trindade, deram ensejo a mais uma rebelião naquela casa de detenção. A movimento começou por voltas das 17 horas de sábado,24, e só foi controlado na madrugada de domingo,às 3 horas.

A imprensa foi impedida pela Polícia Militar de se aproximar do local, mas segundo o representante dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil, Epitácio Almeida, o confronto entre as duas facções resultou em um morto e 17 feridos.

O confronto, conforme ressaltou Epitácio, foi armado, o que mostra claramente que as casas de detenções no Amazonas fogem ao controle da polícia e como conserquência, estão sob o domínio dos detentos.

Outro fato que confirma essa realidade é o uso de celulares dentro dos presídios.

Durante a rebelião de sábado, por exemplo, pessoas do lado de fora da penitenciária rebelada se comunicavam com os presos que, por seu lado, informavam com detalhe a situação dentro do Ipat.

O confronto aconteceu menos de dois meses depois da maior rebelião até então registrada no Amazonas, com mais de 200 fugas.

Dias depois, antes de completar uma semana, na Penitenciária Central, Raimundo Vital Pessoa, um novo motim. Dezenas de feridos foram levados para os Prontos Socorros da cidade. Várias armas foram apreendidas.

Neste domingo, horas depois de controlada a rebelião no Ipat, os dentetos do Complexo Anísio Jobim (COMPAJ) se amotinam. Mais um morto foi contabilizado.

Também, neste domingo, na penitenciária Raimundo Vital Pessoa, a agitação interna foi grande, mas um novo motim foi evitado.

 

 

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