Greve por tempo indeterminado – Médicos decidem cruzar os braços

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Os médicos do Amazonas em assembléia realizada última segunda-feira, 19, decidiram parar suas atividades por tempo indeterminado.A paralisação, conforme ficou decidido, abrange a todos os centros de saúde com médicos contratados seja pelo município, estado, ou união.

O início da greve está marcada para às 9 horas com uma concentração popular em frente a Câmara Municipal de Manaus.

Um dos motivos que serviram de estopim para o movimento a ser deflagrado na segunda-feira, foram as as reivindicações da greve de 2012 que ainda não foram atendidas em sua totalidade.
Os médicos que assinaram a lista de presença na assembleia e que votaram pela greve assumiram o compromisso de mobilizar a categoria que será coordenada pelas comissões de mobilização, negociação e imprensa, com o comando geral do Sindicato.

“Estou feliz com o engajamento de toda categoria que não mostrou medo e certamente mostrará a cara durante a greve”, disse o Mario Vianna, presidente do sindicato.

Reividicdações da classe municipal

Melhores condições de trabalho em todas as unidades de saúde;
Regulamentação das 40h de trabalho na Estratégia Saúde da Família;
Piso Fenam para os médicos assistências e com atividades de preceptoria;

Cópia dos contratos de prestação de serviço das Carretas da Saúde;

Concurso público para carreira de estado nos moldes do judiciário;

Cópia do projeto base do novo formato do Samu Metropolitano e Estadual, para esclarecimento dos seus reais objetivos e a documentação funcional para elucidar ganhos concretos e tipo de vínculo empregatício;

Separação da Regulação Estadual e da Regulação do Município, para que a rotina de trabalho seja melhor efetivada;

Regulamentação dentro do PCCV da atividade do Médico do Samu (sendo 12h em base + 06h na regulação + 06h de sobreaviso na semana);

Liberação dos médicos para que possam migrar para outros postos de trabalho, dentro da Semsa, de acordo com a necessidade individual de cada profissional em acordo com a gestão;

Definir gratificações aos médicos do Samu de acordo com suas características;

Pagamento da gratificação de localidade, promessa acordada na última greve;

Pagamento do plantão extra nos meses que houver mais de oito plantões mês, o retorno dos valores pagos anteriormente, pois houve diminuição indevida deste valor pago.

Cursos oficiais oferecidos pelo município, de formação na urgência e emergência, para que o profissional possa desenvolver o papel de socorrista;

Melhores condições de trabalho, pois atualmente existe superlotação nas bases e o médico não tem direito a um conforto médico digno e extinguir a obrigatoriedade do QAP, que é um desvio de função e uma prática ilegal;

Condições de segurança nas Bases e na Regulação, pois os profissionais já vivenciaram diversas situações de risco de vida;

Campanhas educacionais nas principais mídias das reais funções do Programa Samu Manaus;

Criação por parte dos vereadores a Lei do Trote, para melhorar o andamento da função de socorrer as vítimas da cidade de Manaus.

Reivindicações da classe ao Estado

1. Conclusão do Enquadramento por tempo de serviço;

2. Pagamento da reposição do reajuste de 5,1% retroativo ao período de maio a novembro do ano passado;

3. Gratificação de curso;

4. Piso Fenam para os médicos assistências, docentes e com atividades de preceptoria;

5. Criação da Carreira Médica nos moldes do judiciário e interiorização médica;

6. Segurança nas unidades de saúde;

Melhorias no ensino médico na graduação e pós-graduação.

Reivindicações da classe ao Governo Federal

1. Melhorias no ensino na graduação e pós-graduação;

2. Piso Fenam para os médicos assistências, docentes e com atividades de preceptoria;

3. Facilitação do Revalida na contratação de médicos estrangeiros;
Reivindicações gerais da categoria médica

Destinação de 10% das receitas da União para saúde;
Gestão pública profissional e com controle social;
Criação da carreira de estado;
Implantação do piso nacional da Fenam;
Regulamentação da medicina;
Realização de concurso público;
Segurança nas unidades de saúde;
Melhores condições de trabalho;
Contratação de médicos estrangeiros sem o Revalida;
Melhorias no ensino médico na graduação e pós-graduação.

 

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