A Associação Folclórica Boi-Bumbá Garantido divulgou uma nota pública nesta quinta-feira (21) manifestando preocupação com a falta de definições sobre os procedimentos de escolha dos jurados do 59º Festival Folclórico de Parintins. Segundo a diretoria do bumbá, até o momento não houve a publicação do edital de inscrições para a seleção dos avaliadores, etapa considerada fundamental para garantir a transparência da disputa entre os bois Caprichoso e Garantido.
De acordo com o documento, faltando pouco mais de um mês para o início do festival, ainda não existe definição oficial sobre o processo seletivo dos jurados, situação que, segundo o Garantido, difere das edições anteriores, quando os trâmites eram realizados com antecedência.
Na nota, o boi vermelho e branco também afirma que não houve posicionamento formal da coordenação responsável sobre critérios, prazos e procedimentos relacionados à escolha dos jurados. O Garantido declarou ainda ter recebido informações de que a comissão estaria realizando tratativas com instituições para indicação de nomes sem a publicação prévia de um edital público, o que, segundo a associação, violaria princípios da administração pública e o regulamento vigente do festival.
Outro ponto destacado pela diretoria do Garantido envolve a suposta ligação de integrantes da coordenação de jurados com o boi contrário. O documento cita o presidente da Coordenação de Jurados, Wanderley Pantoja, apontado como irmão do artista alegorista Gereca Pantoja, ligado ao Boi-Bumbá Caprichoso. A nota também menciona Karla Viana, descrita como torcedora e integrante de família tradicional do Caprichoso.
Segundo o Garantido, os nomes já haviam sido questionados formalmente pela associação, mas até agora não houve resposta oficial por parte da coordenação responsável.
A associação informou ainda que protocolou, no último dia 8 de maio, uma manifestação formal rejeitando propostas de alteração no regulamento do festival apresentadas pela coordenação encarregada da seleção de jurados. No mesmo documento, o Garantido solicitou a publicação imediata do edital previsto nas normas vigentes, mas afirma que não recebeu retorno até a presente data.
Para garantir maior transparência no processo, o Garantido defende que representantes dos bois-bumbás, do Ministério Público e do Poder Judiciário acompanhem todas as etapas da seleção dos jurados.
“O Boi Garantido reafirma seu respeito às instituições envolvidas na realização do Festival e seu compromisso permanente com a transparência, a isonomia e a preservação da credibilidade do Festival Folclórico de Parintins”, destacou a associação em trecho da nota.
O bumbá encerra o comunicado afirmando que não aceitará que a escolha dos jurados ocorra “de forma obscura e ao arrepio da lei”, e cobra uma definição urgente sobre os procedimentos pendentes para assegurar segurança jurídica e credibilidade ao festival.









