Exército gasta R$ 6 mi em operação inédita que simula guerra na Amazônia

O Exército Brasileiro gastou R$ 6 milhões em combustível, horas de voo e transporte para simular uma guerra entre 2 países na Amazônia. Denominada de “Operação Amazônia”, a ação envolveu 3.600 militares e foi realizada de 8 a 22 de setembro nas cidades de Manacapuru, Moura e Novo Airão, no Amazonas. Com informações de Poder 360.

As informações foram obtidas pelo jornal O Globo por meio da LAI (Lei de Acesso à Informação) e foram publicadas na quarta- feira (14).

O valor gasto saiu do orçamento do Coter (Comando de Operações Terrestres). O Exército não informou os outros gastos com a operação, além de combustível, horas de voo e transporte de civis.

Além do Brasil, Pompeo passou por outros países que fazem fronteira com a Venezuela, como Colômbia, Guiana e Suriname. Segundo a embaixada norte-americana, a viagem teve o objetivo de discutir a imigração de venezuelanos.

Na Operação Amazônia, os militares criaram 1 campo de guerra no qual o país “Vermelho” invadiu o país “Azul” e era necessário expulsar os invasores. “Dentro da situação criada e com os meios adjudicados, foi a 1ª vez que ocorreu este tipo de operação”, disse o Exército.

Foram empregados diversos meios militares, tais como viaturas, aeronaves (aviões e helicópteros), balsas, embarcações regionais, ferry-boats, peças de artilharia, o sistema de lançamento de foguetes Astros da artilharia do Exército, canhões, metralhadoras, ‘obuseiro’ Oto Melara e morteiros 60, 81 e 120 mm, além de veículos e caminhões especiais”, informou.

A simulação envolveu o disparo de mísseis com alcance de 80 quilômetros. O ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, e o comandante do Exército, Edson Leal Pujol, estiveram na região em 14 de setembro para acompanhar alguns dos lançamentos.

Em nota, o Ministério da Defesa disse que a operação “foi 1 exercício em campanha com tropa no terreno que simulou uma ação convencional no contexto de amplo espectro e em ambiente operacional de selva”.

As ações ocorreram sobre uma imensa área e tiveram como objetivo estratégico elevar a operacionalidade do Comando Militar da Amazônia. A operação consiste em importante preparação para a atividade-fim das Forças Armadas, de defesa da soberania nacional, principalmente em uma região que tem a prioridade do Brasil”, disse a pasta.

Participaram da operação as brigadas do Comando Militar da Amazônia, mais o grupo de artilharia de Rondonópolis (MT), o grupo de mísseis e foguetes de Formosa (GO), o comando de operações especiais de Goiânia, a brigada de artilharia antiaérea de Guarujá (SP) e a brigada de infantaria paraquedista do Rio de Janeiro.