Desmatamento na Amazônia atinge menor nível em sete anos, mas Amazonas ainda preocupa

Imagem aérea de sobrevoo de monitoramento de desmatamento na Amazônia no município de Lábrea, Amazonas, realizado em 26 de março de 2022 — Foto: reenpeace/Divulgação

O desmatamento na Amazônia alcançou o menor índice dos últimos sete anos no semestre encerrado em janeiro de 2026. De acordo com o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), a redução foi de 41% em relação ao mesmo período anterior.

Apesar da queda expressiva, o estado do Amazonas permanece entre os três que mais desmataram na região, ao lado do Pará e do Acre.

Dados do Sistema de Alerta de Desmatamento indicam que, entre agosto de 2025 e janeiro de 2026, três municípios amazonenses concentraram as maiores áreas devastadas no estado. Segundo Raíssa Ferreira, pesquisadora do Imazon, o cenário acende um alerta, especialmente pelo avanço da destruição no norte do Amazonas, onde está localizado o maior bloco contínuo de áreas protegidas do mundo.

Por outro lado, o estado apresentou um avanço significativo na redução da degradação florestal — causada principalmente por queimadas e extração de madeira. A área degradada caiu de quase 3 mil km² para apenas 53 km², uma redução de 98%.

Para o Imazon, a diminuição do desmatamento é fundamental para que o Brasil consiga cumprir a meta de desmatamento zero até 2030. No Amazonas, entretanto, o desafio segue sendo equilibrar os avanços na redução da degradação com o fato de ainda figurar entre os estados que mais derrubam floresta na Amazônia Legal.

Cenário geral na Amazônia

  • Em janeiro de 2026, o desmatamento recuou de 133 km² para 83 km².

  • Entre agosto de 2025 e janeiro de 2026, foram devastados 1.195 km² de floresta.

  • A queda é de 74% em comparação com o semestre de 2020/2021, período que registrou recorde de devastação.