terça-feira, setembro 1, 2026
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Comandante Dan defende presença permanente do Estado nos rios para quebrar logística do crime organizado

As operações integradas das forças estaduais e federais provocaram prejuízo estimado em R$ 263,48 milhões ao crime organizado no Amazonas entre 2024 e 2026, com 1.902 prisões. Para o deputado estadual Comandante Dan (Republicanos), os resultados são importantes, mas precisam ser acompanhados de uma estratégia permanente de controle das rotas fluviais utilizadas pelas facções.

Levantamento repercutido nesta segunda-feira (31/08) mostra que, apesar das prisões e apreensões, organizações criminosas continuam utilizando calhas estratégicas para transportar drogas e outros ilícitos. Entre as ações recentes estão a interceptação de mais de 15 toneladas de drogas na fronteira amazonense, em maio, e a apreensão de 2,5 toneladas de cocaína em Codajás, em julho.

“Não basta causar prejuízo financeiro às facções. Precisamos atingir sua logística, suas rotas e seus pontos de apoio. A presença do Estado nos rios precisa ser permanente, com inteligência, tecnologia e integração das forças”, defende Comandante Dan.

O parlamentar é autor do Projeto de Lei nº 1.027/2025, em tramitação na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), atualmente na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). A proposta estabelece normas gerais para a atuação integrada da segurança pública em áreas fluviais, lacustres e ribeirinhas, voltadas à proteção da população, prevenção e repressão aos ilícitos e cooperação entre instituições.

Entre as diretrizes estão o compartilhamento de informações, uso de tecnologias de monitoramento e comunicação, capacitação dos agentes e prioridade às áreas de maior risco e às fronteiras, além da cooperação entre órgãos estaduais, federais, municipais e, quando necessário, instituições de países vizinhos.

A proposta parte da constatação de que os rios amazonenses são corredores estratégicos que conectam a tríplice fronteira Brasil–Peru–Colômbia ao interior e a Manaus, sendo também utilizados pelo narcotráfico, pela pirataria fluvial e por outros mercados ilegais.

Para Comandante Dan, a questão central é saber quem controla os rios do Amazonas: o Estado ou as organizações criminosas. O projeto defende maior presença estatal nas vias navegáveis, inclusive com bases móveis e fixas, compartilhamento de inteligência e concentração de recursos nas áreas mais vulneráveis.

Segundo o deputado, grandes apreensões precisam deixar de representar apenas perdas pontuais para as facções e passar a fazer parte de uma estratégia capaz de desarticular permanentemente sua estrutura logística e recuperar para o Estado o controle territorial das calhas fluviais amazonenses.