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quarta-feira, outubro 27, 2021

Após aparecer como morta no SUS, Gleisi pede posicionamento da Saúde

A presidente do Partidos dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann, cobrou posicionamento do Ministério da Saúde sobre o ataque hacker que a deixou registrada como morta e com o apelido de “Bolsonaro” no cadastro do Sistema Único de Saúde (SUS).

“Meu cadastro no SUS foi cancelado por motivo de óbito e consta no documento, como apelido, o nome do Bolsonaro. Segundo informações isso foi em 19, ataque em massa ao sistema. A fraude deve ter atingido muitas pessoas”, começou a deputada federal, em seu Twitter.

Em seguida, questionou: “O que o MS [Ministério da Saúde] fez para corrigir isso, dois anos depois? O que vai fazer?”.

https://twitter.com/gleisi/status/1414969777462906881

Gleisi Hoffmann tomou a primeira dose da vacina no último dia 25, em um posto de vacinação em Brasília. Já neste terça-feira (13/7), profissionais de saúde entraram em contato para informá-la que tinha sido dado baixa no cadastro dela. A deputada também soube que no sistema ela constava como morta. Agora, Gleisi precisa provar que está viva para reativar o cadastro.

Ao lado do nome completo da petista aparece o nome “Bolsonaro”, como um suposto apelido. A informação foi divulgada pela Folha de S. Paulo.

De acordo com a assessoria, “foi encaminhado um documento solicitando ao Ministério da Saúde” que faça a correção dos dados de Gleisi no sistema do SUS. “Está sendo estudado que outras medidas podem ser tomadas.”

A deputada pediu ajuda do colega de Câmara Alexandre Padilha (PT-SP), ex-ministro da Saúde no governo de Dilma Rousseff (PT-RS). Ele teria dito à colega que o site da pasta já sofreu uma série de ataques hackers e que a alteração no cadastro dela pode ter alguma relação com isso.

O deputado Alexandre Padilha explicou que a alteração cadastral nos dados de Gleisi Hoffmann pode ter relação com um vazamento de dados em novembro do ano passado, que levou à exposição de informações de ao menos 16 milhões de brasileiros.

“Provavelmente isso aconteceu nesse episódio de 2019, que nós denunciamos à época, eu fiz inclusive um protocolo para o Tribunal de Contas da União. O Idec [Instituto de Defesa do Consumidor] entrou junto ao MPF para investigar esse vazamento de dados da Saúde, mudanças nos cadastros do cartão SUS, e aparentemente feito por consultores contratados por acordo do Ministério da Saúde com o Hospital Albert Einstein”, afirma.

O parlamentar se refere ao vazamento de dados de ao menos 16 milhões de brasileiros que tiveram diagnóstico suspeito, confirmado ou foram internados com Covid-19. Na ocasião, dados pessoais e médicos expostos na internet durante quase um mês por causa de um vazamento de senhas de sistemas do Ministério da Saúde.

Entre as pessoas que tiveram a privacidade violada, com exposição de informações como CPF, endereço, telefone e doenças pré-existentes, estão o presidente Jair Bolsonaro e familiares; o na época ministro da Saúde, Eduardo Pazuello; outros seis titulares de ministérios, como Onyx Lorenzoni e Damares Alves; o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e mais 16 governadores, além dos ex-presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

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