Pesquisa BTG Pactual/Nexus divulgada nesta segunda-feira (17) mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 41% das intenções de voto no cenário estimulado para o primeiro turno das eleições presidenciais de 2026. Flávio Bolsonaro (PL) aparece em seguida, com 36%.
Na sequência estão Ronaldo Caiado (PSD), com 5%; Renan Santos (Missão), com 4%; e Romeu Zema (Novo), também com 4%. Augusto Cury e Samara Martins registram 1% cada.
Rui Costa Pimenta, Hertz Dias, Heró Bezerra, Edmilson Costa, Wilson Grassi Júnior e Clariana Barão aparecem com 0% após o arredondamento. Brancos e nulos somam 5%, enquanto 2% dos entrevistados não souberam ou não responderam.
Na rodada anterior, realizada em 10 de agosto, Lula tinha 40% e Flávio Bolsonaro, 35%.
Voto espontâneo
No cenário espontâneo, em que os entrevistados não recebem uma lista com os nomes dos candidatos, Lula também aparece à frente, com 38% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro registra 29%.
Renan Santos aparece com 3%, Ronaldo Caiado com 2% e Romeu Zema com 1%. Outros nomes somam 3%. Brancos e nulos representam 6%, enquanto 17% não souberam ou não responderam.
Segundo turno
A pesquisa testou quatro possíveis disputas de segundo turno, todas com Lula. No confronto com Flávio Bolsonaro, o presidente registra 47% das intenções de voto, contra 44% do senador.
Como a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, a diferença de três pontos coloca os dois candidatos em situação de empate técnico.
No cenário contra Ronaldo Caiado, Lula aparece com 45% e o governador de Goiás com 42%. Brancos, nulos ou aqueles que não escolheriam nenhum dos dois somam 11%, enquanto 2% não souberam ou não responderam. A diferença também está dentro da margem de erro.
Contra Romeu Zema, Lula registra 46%, enquanto o governador de Minas Gerais aparece com 41%. Nesse cenário, 11% escolheriam branco, nulo ou nenhum dos candidatos e 2% não souberam ou não responderam.
Já na simulação contra Renan Santos, Lula tem 47% e o candidato do Missão aparece com 36%. Outros 14% afirmam que votariam em branco, anulariam o voto ou não escolheriam nenhum dos dois. Outros 3% não souberam ou não responderam.
Os quatro cenários de segundo turno são:
- Lula 47% x 44% Flávio Bolsonaro
- Lula 45% x 42% Ronaldo Caiado
- Lula 46% x 41% Romeu Zema
- Lula 47% x 36% Renan Santos
Rejeição
O levantamento também perguntou em quais candidatos os entrevistados não votariam de jeito nenhum. Flávio Bolsonaro aparece com 50% de rejeição, enquanto Lula registra 48%.
Ronaldo Caiado tem 34%, Romeu Zema, 33%, e Renan Santos, 32%. A pesquisa também mediu o nível de conhecimento dos candidatos. Entre os entrevistados, 31% disseram não conhecer Caiado, 32% afirmaram não conhecer Zema e 44% disseram não conhecer Renan Santos.
Avaliação do governo
A pesquisa ainda avaliou a percepção dos eleitores sobre o governo federal. Lula registra 47% de aprovação e 48% de desaprovação, enquanto 5% não souberam ou não responderam. Considerando a margem de erro, os índices estão tecnicamente empatados.
Na avaliação da administração federal, 34% classificam o governo como ótimo ou bom. Outros 23% consideram regular, enquanto 42% avaliam a gestão como ruim ou péssima.
Polarização
O levantamento também classificou os entrevistados de acordo com sua identificação política. Segundo a Nexus, 29% foram considerados “bolsonaristas convictos” e 25%, “lulistas convictos”. Outros 20% foram classificados como não polarizados.
A pesquisa aponta ainda que 77% dos entrevistados demonstram algum nível de interesse na eleição presidencial: 52% afirmam ter muito interesse e 25%, interesse razoável. Outros 12% têm pouco interesse e 9% não têm nenhum interesse.
Metodologia
A pesquisa BTG Pactual/Nexus foi realizada entre os dias 14 e 16 de agosto de 2026, por telefone, com 2.003 eleitores das 27 unidades da Federação.
A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03317/2026.
A pesquisa representa um retrato das intenções de voto no período em que as entrevistas foram realizadas e não constitui previsão do resultado das eleições.







